Mãe e filho demonstrando tranquilidade e alegria, tudo por terem feito um ótimo planejamento financeiro familiar.

Você já pensou como estará financeiramente daqui a 5 anos?

Como você quer estar?

E daqui 10, 20 ou 50 anos?

“Putz, nem sei se estarei vivo.”

E se estiver, como você quer que seja?

Como você quer que sua família esteja?

O que você quer ter capacidade de dar ou oferecer para seus filhos?

Tenho certeza que você já pensou em algumas dessas perguntas, se não pensou em todas.

Confesso que dá um pouquinho de medo.

Mas em quem não dá?

O futuro é incerto e vivemos só o presente, não é mesmo?!

No entanto, podemos sempre nos preparar para o futuro fazendo um planejamento financeiro familiar.

Se o futuro não chegar, seu exemplo de visão e de determinação serão perpetuados e continuará a gerar influência.

Se ele chegar, você estará preparado e poderá dar aos seus filhos e à sua família tudo aquilo que sempre sonhou, tendo a certeza de que todo o esforço valeu a pena.

IMPORTANTE: planejar o futuro não significa abdicar do presente.

Significa adequar sua vida para que absorva o presente e o futuro de maneira equilibrada e saudável.

Nada de cortar o que lhe faz bem e feliz se sacrificando exageradamente para atingir aquilo que quer.

Agora, então, compartilharei com você as:

3 maiores preocupações em relação ao futuro financeiro da sua família e de seus filhos

  1. Ter dinheiro para oferecer estudos de qualidade para os filhos;
  2. Ter dinheiro suficiente para garantir saúde, alimentação e segurança para a família;
  3. Ter dinheiro para comprar uma casa maior e dar mais conforto à família.

Pois bem, esses dados foram extraídos de uma pesquisa que fiz há alguns meses com várias pessoas.

Eu compilei as respostas em categorias semelhantes que levaram à essas 3 maiores preocupações.

Mas você já se perguntou quanto é suficiente para oferecer estudos ao seu filho, do infantil até a universidade?

Sabe quanto é necessário para você garantir saúde, alimentação e segurança para sua família hoje?

Sabe quanto vale a casa dos seus sonhos e como você pode comprá-la?

Assim como a maioria dos brasileiros, e também das pessoas do mundo, somos muito bons em descrever o que queremos genericamente.

Ganhar mais.

Emagrecer.

Ser bem sucedido.

No entanto, ainda não somos habituados a detalhar exatamente o que queremos para tornar nossos objetivos mais acessíveis.

Isso porque a maioria das pessoas nunca foi ensinada a fazer um planejamento financeiro familiar ou pessoal.

Simplesmente vamos vivendo e absorvendo aquilo que é possível.

Porém, para começarmos a melhorar nesse aspecto de detalhamento, irei operacionalizar cada uma das 3 maiores preocupações das pessoas em relação ao futuro financeiro da sua família e filhos.

Tudo isso para que você tenha um caminho para começar com seu planejamento financeiro familiar, garantindo um futuro tranquilo para sua família.

Vamos lá, siga meu raciocínio…

1) Ter dinheiro para oferecer estudos de qualidade para os filhos

Crianças estudando, sendo que essa é uma grande preocupação dos pais com seu futuro, precisando, para isso, de um bom planejamento financeiro familiar.

Só para falarmos uma mesma língua, vamos definir um cenário comum aqui abaixo.

Você já vai entender o porquê disso.

  • A mãe tem o bebê no prazo de 40 semanas e fica 4 meses de licença;
  • Após esse período ela volta para o trabalho e deixa o bebê num berçário em período integral (mãe e pai trabalhando);
  • Desse momento em diante a criança não sairá mais da escola até concluir o ensino superior;
  • O exemplo vai utilizar uma família de classe média/alta, que colocará os filhos sempre em escolas particulares.

* Os valores utilizados no exemplo são médias nacionais e podem não refletir exatamente a realidade da sua cidade, mas devem chegar bem perto.

Essa realidade mencionada acima pode ser a sua ou não.

O que importa é você entender o raciocínio que será trabalhado a partir disso e adaptar para a sua vida.

Lembre-se que o objetivo aqui é mostrar como fazer seu planejamento financeiro familiar para eliminar as 3 maiores preocupações em relação ao futuro da sua família e dos seus filhos.

Então vamos lá, voltando ao exemplo citado anteriormente…

A partir de 4 meses o bebê pode ir para o berçário e ficar meio período ou o período integral.

Na média nacional, o berçário meio período custa R$ 700,00 por mês, com alimentação inclusa.

Já para o período integral, na faixa de R$ 1.400,00.

Aqui já fazemos uma primeira análise.

O orçamento familiar consegue absorver mais essa conta mensal?

Ou o orçamento familiar permite que o pai ou a mãe parem de trabalhar e fiquem em casa com o bebê, evitando pagar o berçário?

Para facilitar a análise, vale a pena a mãe ou o pai trabalhar por R$ 1.800,00 e deixar seu filho no berçário pagando R$ 1.400,00?

Qual o custo de transferir o convívio dos primeiros meses de vida do seu bebê para a escolinha?

Eu deixo algumas perguntas porque não há resposta certa ou errada.

Há aquela que faz mais sentido para você, pois reconheço que o papel de mãe e de pai em período integral também é desafiante.

Falando especificamente dessa primeira fase de vida, lembre-se que além da mensalidade do berçário, você aumentará seus gastos com combustível (caso o local fique fora da sua rota do trabalho), com fórmulas para substituir leite materno (provavelmente você terá de desmamar seu bebê), além do tempo do seu dia que será orientado para isso.

Tudo precisa ser considerado na hora de comparar e decidir o que vale realmente a pena.

No meu ponto de vista, esse gasto mensal não precisa ser planejado com anos de antecedência, fazendo uma reserva específica para esse fim.

É algo que tem que ser absorvido às contas mensais do casal de acordo com as possibilidades.

No entanto, o planejamento financeiro pode ser feito antecipadamente no sentido de:

“Como podemos (o casal) aumentar nossa renda para absorver mais esse gasto mensal em nossas contas?”

É importante que os pais tenham tempo para desenvolver estratégias com essa finalidade.

Assim, nada é colocado em risco para assumir mais essa responsabilidade mensal.

Até mesmo porque hoje em dia é difícil ver algum bebê que ainda não está na escolinha quando chega em seus 2 anos.

Então já é bom estar preparado.

Orçamento familiar

Só quero dar uma pincelada rápida na questão de orçamento familiar que mencionei aqui em cima no texto.

Entenda orçamento familiar como sendo a projeção de receitas e gastos que sua família tem ao longo de um mês.

Quanto entra e quanto sai.

É fundamental que esse orçamento envolva toda a família e sempre deixe um saldo positivo ao final do mês (ou pelo menos zerado).

Aqui em casa nós fazemos ele sempre no final de um mês para projetar o próximo e vermos com antecedência como ficará nossa situação financeira.

Isso permite estarmos preparados para o que virá, podendo buscar formas de aumentar nossa renda caso percebamos que nos faltará dinheiro ou aumentar nossos investimentos caso vejamos que irá sobrar mais dinheiro do que pensávamos.

Uma boa forma de fazer esse orçamento é seguir a metodologia que te ofereço nesse material gratuito preparado para te ajudar.

É só baixar e aproveitar dos seus benefícios.

Voltando à escola dos seus filhos…

Os 4 anos

Quando a criança chega aos 4 anos, aí sim ela precisará entrar numa escola e começar seu ensino “formal”.

Aqui não tem como fugir, por mais que hoje em dia alguns pais estejam optando por ensinarem seus filhos em casa.

Existe uma emenda constitucional de 2009 que torna obrigatória a matrícula de crianças a partir dos 4 anos na escola.

É lei.

Na média, uma instituição de ensino fundamental custa R$ 1.100,00 por mês, variando de R$ 500,00 até mais de R$ 3.000,00.

Esse também é um gasto que precisa ser absorvido no orçamento familiar, não precisando de poupança para isso, assim como no ensino infantil (berçário).

Como dica, escolha uma escola que caiba no seu bolso e que valorize os professores.

Peça para saber quanto é pago para cada educador.

Compare da forma que pensar ser conveniente se o preço da mensalidade condiz com o salário dos professores.

A qualidade do ensino que seu filho receberá estará diretamente relacionada à isso.

Daqui até o ensino médio pouca coisa vai mudar em questão de valores.

A não ser que você mude seu filho de escola ou você e sua família mudem de cidade.

Nesses casos exigirá uma nova adaptação, que pode ser para mais ou para menos.

Nada que você não encontre uma saída.

Até lá você já estará craque nisso.

E é aí que vem um intercâmbio ou a faculdade.

Nesse ponto é que vamos nos concentrar um pouquinho mais porque é a partir daqui que conseguiremos traçar um plano de poupança e incluir esse desejo no planejamento financeiro familiar.

Primeiro vamos pensar em oferecer um intercâmbio ao seu filho.

Mandar ele para fora do país, ter experiências e conhecer novos lugares e culturas.

Vamos mandar ele(a) para passar 6 meses nos Estados Unidos aprendendo inglês e trabalhando.

A opção pelos EUA é em função de aprender o inglês, a língua “universal” atualmente.

Os dados que serão apresentados consideram valores atuais.

Gastos:

  • 6 meses de curso de inglês = R$ 18.000,00 em média;
  • 6 meses de hospedagem, alimentação e transporte = R$ 35.000,00 em média;
  • Passagem aérea de ida e volta (saindo de São Paulo) = R$ 3.600,00;
  • Visto e outros gastos = R$ 3.000,00;
  • TOTAL = R$ 59.600,00 -> R$ 60.000,00.

Supondo que você oferecerá essa viagem ao seu filho quando ele concluir o ensino médio, com 17 anos mais ou menos.

São 17 anos que você tem para economizar.

Se dividir os R$ 60.000,00 por 17 anos dá um resultado de aproximadamente R$ 3.530,00 por ano.

Dividido por 12 meses, você tem que guardar exatos R$ 294,00 por mês para poder oferecer isso ao seu filho, começando hoje.

Isso se você guardar na sua conta corrente.

No entanto, se você não deixar seu dinheiro onde renda pelo menos a inflação, daqui 17 anos você não conseguirá mais pagar a viagem com o que tiver guardado, pois seu dinheiro perderá poder de compra ao longo do tempo.

Agora vamos supor que você comece um investimento para oportunizar esse intercâmbio ao seu filho.

E vamos supor, também, que você irá investir num produto que rende 5% líquido ao ano, ou seja, já descontando a inflação e o imposto de renda.

Hoje existem muitas opções de risco baixo a moderado que lhe permitem alcançar essa rentabilidade.

Com isso, o valor a ser investido mensalmente para você ter R$ 60.000,00 ao final de 17 anos é apenas R$ 189,20.

(Não coloquei os detalhes das contas apenas para não causar confusão na sua cabeça, mas posso demonstrá-lo se quiser, basta deixar um comentário nesse post)

Ou seja, pelo simples fato de investir inteligentemente seu dinheiro, o valor mensal passou de R$ 294,00 para R$ 189,00.

É possível guardar esse valor para poder oferecer essa oportunidade para seu filho?

A renda familiar média das famílias que pesquisei foi de R$ 8.360,00.

Os R$ 189,00 representam apenas 2% do quanto a família ganha.

Muito pouco perto da experiência que seu filho pode ter fazendo um intercâmbio, concorda?

Agora vamos pensar numa faculdade.

O valor médio da mensalidade de uma faculdade particular do Brasil está em torno dos R$ 810,00.

Por ano, fica R$ 9.720,00.

Até a formatura (4 anos de curso em média) o total é de R$ 38.880,00.

Repetindo o que foi feito para o intercâmbio, considerando que você terá todo o dinheiro necessário quando seu filho começar o curso, são 17 anos até o início da faculdade.

Dividindo os R$ 38.880,00 por 17 anos e depois por 12 meses, temos R$ 190,59 por mês.

Investindo à uma taxa de 5% líquido ao ano, o valor cai para 122,60.

Que tal iniciar esse planejamento?

Se seu filho passar em uma faculdade pública, o dinheiro pode ser destinado à outra coisa que faça sentido para vocês.

Agora, talvez você esteja pensando:

“Ok, mas como que vou investir? Não sei como fazer isso.”

Simples, abra uma conta em uma corretora de valores e comece a investir.

Existem várias no Brasil.

Aqui nesse link você encontra um ranking de corretoras para escolher a sua.

Tenho investido com a Modal Mais e tenho gostado bastante.

Você pode ter conta em mais de 1 corretora.

Funciona como uma conta corrente.

Você tem um número de conta exclusivo dentro da corretora, como no banco que você recebe seu salário ou os resultados da sua empresa.

Aí você só tem que transferir o dinheiro que quer investir da sua conta do banco para a da corretora e ele ficará disponível para seus investimentos.

Tudo pode ser feito online, mas em caso de dúvidas todas as corretoras possuem suporte que poderá ser utilizados quando quiser.

Aproveite esse momento e já dê esse passo, abra sua conta.

E agora vamos para a segunda maior preocupação em relação ao futuro financeiro da família e dos filhos.

2) Ter dinheiro suficiente para garantir saúde, alimentação e segurança para a família

A saúde, a alimentação e a segurança são grandes preocupações familiares e que devem caber no orçamento familiar.

Para você ter dinheiro suficiente para garantir saúde, alimentação e segurança para sua família você precisa saber quanto é suficiente, concorda?

Para isso, inicialmente você terá que acompanhar suas finanças e perceber qual o valor utilizado mensalmente com cada um desses itens essenciais para a segurança financeira da sua família.

Saúde -> plano de saúde, plano odontológico, remédios de uso frequente. Considero aqui também o que uso para a prática frequente de esportes, tal como academia, pois ela contribui para a saúde.

Alimentação -> para cozinhar em casa e/ou para comer fora, desde que seja algo necessário e frequente. Jantares ou almoços como programas especiais da família não entram aqui, pois podem ser evitados.

Segurança -> aqui cada família deverá considerar o que acredita contribuir para sua segurança física. Infelizmente esse é um item de preocupação das famílias.

Sabendo quanto é destinado a cada item, faça um controle, analisando se é possível reduzir algum deles.

É necessário que você acompanhe seu orçamento familiar para que haja equilíbrio entre esses 3 itens e os demais gastos que você tem na sua vida.

E volto a falar, caso sua atual condição financeira não comporte todos os seus gastos mensais, é necessário que você faça um planejamento financeiro e encontre formas de aumentar sua renda.

** Para saber mais sobre hábitos financeiros de sucesso, clique aqui e confira um post recente aqui do blog.

3) Ter dinheiro para comprar uma casa maior e dar mais conforto à família

Para incluir essa preocupação em nosso planejamento financeiro familiar usaremos o mesmo raciocínio para o cálculo da poupança mensal para oferecer um intercâmbio ou uma faculdade aos filhos.

Primeiro, devemos pensar em qual casa queremos.

Casa ou apartamento?

Quantos metros quadrados, mais ou menos?

Quantos quartos?

Se for casa, térrea ou sobrado? Em condomínio ou isolada?

Relacionando quantos outros detalhes quiser.

Depois vamos pesquisar o preço de uma moradia semelhante a que queremos, na cidade e região que desejamos.

Vamos supor que o valor atual daquela dos seus sonhos é R$ 700 mil.

Você já tem um apartamento avaliado em R$ 300 mil.

Então faltam R$ 400 mil, certo?

Bom, supondo que você queira comprá-la daqui 10 anos, vamos às contas…

R$ 400 mil dividido em 10 anos dá R$ 40 mil por ano que você terá que guardar para ter o valor necessário.

Dividindo em 12 meses que tem cada ano, encontramos R$ 3.333,33 por mês.

Esse é o valor mensal que você terá que guardar durante 10 anos para ter o suficiente para comprar a moradia dos seus sonhos.

Agora, se esse dinheiro for investido como na questão do intercâmbio e da faculdade, 5% líquido ao ano, o valor mensal cai para R$ 2.591,31.

Como você vai gerar renda extra para conseguir guardar esse valor por mês?

Já tem a solução? Ótimo.

Ainda não tem? Deixe um comentário que encontraremos juntos o caminho.

Resumo do seu planejamento financeiro familiar

E assim passamos pelas 3 maiores preocupações das pessoas (provavelmente suas também) em relação ao futuro financeiro de uma família com filhos.

Você pôde ver que investindo apenas R$ 189,20 por mês você conseguirá oferecer um intercâmbio para seu filho quando ele estiver com 17 anos.

Que investindo R$ 122,60 você terá condições de pagar um curso superior para seu filho quando ele estiver com 17 anos.

Que é possível você tornar viável a compra da casa dos seus sonhos daqui uns anos, basta definir como ela vai ser, onde vai ser e daqui quanto tempo você vai comprá-la.

Que para alcançar seus objetivos financeiros basta você ser específico, saber exatamente o que quer e quanto será mensalmente necessário para alcançá-los.

Por fim, digo à você para acreditar que tudo é possível de ser atingido.

Mesmo que você ainda não saiba como, tenha claro o que você quer.

E sempre se lembre que há dinheiro suficiente no mundo para todos nós realizarmos nossos sonhos.

Basta nos abrirmos para essa realidade e encontrar caminhos de fazer ele passar pelas nossas mãos.

Para você, qual dessas 3 é sua maior preocupação em relação ao futuro financeiro da sua família e dos seus filhos? Deixe sua resposta nos comentários.